quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tá chegando...


Xalaialaiaaaaa
Xalaialaiaaaaa
Xalaialaiaaaaa
Xalaialaia!
NA CÁSPER SÓ TEM CUZÃO!!! \o/

_______________________________________________


Tira a calça jeans, bota outra calça jeans...
Morena, você... tem duas calças jeans!
Tira a calça jeans, bota a mesma calça jeans...
Morena, você... tem uma calça jeans!

_______________________________________________


Pode ser GORDA!
Pode ser FEIA!
Só não pode ser GORDA E FEIA!!!

_______________________________________________


Lala, lalalaa! Lala, lalalaa! CÁSPER, UH LALA!
Eu sou da Cásper LiberÔÔÔÔÔoÔOooooOooO... CÁÁÁÁÁSPER LÍBERÔÔÔÔ!
ÔoOoÔÔÔÔÔoÔOooooOooO... CÁÁÁÁÁSPER LÍBERÔÔÔÔ!

_______________________________________________


Vamo Cáspeeeeer!
Vamo Cantaaaaar!
Tá tudo os bêbados aqui pra te empurraaaaar!
E pra torceeeeer!
Estoy aquiiiii!
Depois do jogo eu vou beber até caiiiiir!
Vamo Cáspeeeeer! (VAMO CÁSPER!)
Vamo cantaaaaar! (VAMO CANTAR!)
Tá tudo os bêbados aqui pra te empurraaaaar! (PRA TE EMPURRAR!)
E pra torceeeeer! (E PRA TORCER!)
Estoy aquiiiii! (ESTOY AQUI!)
Depois do jogo eu vou beber até caiiiiir!

______________________________________________


É PEGADINHA!
BILU TETÉIA!
DESESPERADOS!
ENTÃO GRITA! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Veeeeeeeeeeem, meu amoooooooooooooooor! Vem fazer glu gluuuuuuuuuuuu! MONATCHUM!
Glu glu para mim!
Glu glu para tu!

OOOOOooÔÔÔÔÔooÔÔÔÔÔOOOooo... SÉRGIO MALANDRO!!!
OOOOOooÔÔÔÔÔooÔÔÔÔÔOOOooo... CAR SYSTEM!!!
OOOOOooÔÔÔÔÔooÔÔÔÔÔOOOooo... COMEU A XUXA!!!

(Solo Bateria), rs

...e dá-lhe dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe dá-lhe Casperê, LÍ-BE-RO!
Então Chupa Maquêmze e pau no cu da Metô!

E corre agora, e corre agora!
Tá com medo de apanhar!
Pega suas coisas e vai embora!
Porque a Cásper vai chegar!

E dá-lhe dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe dá-lhe Casperê, LÍ-BE-RO!
Então Chupa Maquêmze e pau no cu da Metô!

Enquanto a Cásper vai pra frente!
A sardinha vai pra trás!
Bater na cara do Maquêmze!
Pra gente nunca é demais!

E dá-lhe dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe Casperê, LI-BE-RÔ!
E dá-lhe dá-lhe Casperê, LÍ-BE-RO!
Então Chupa Maquêmze e pau no cu da Metô!

_______________________________________________


OLHA NÓS DE NOVO AQUI!!!
QUATRO DIAS SEM DORMIR!!!
SEM TOMAR BANHO, QUE ASSIM SEJA!!!
QUATRO DIAS SÓ NA BREJA!!!
EU SOU MÁIS CÁSPER!
EU SOU MAIS CÁSPER!
OOOOOooÔÔÔÔÔooÔÔÔÔÔOOOooo... CÁSPER LÍBERO!
OOOOOooÔÔÔÔÔooÔÔÔÔÔOOOooo... CÁSPER LÍBERO!

_______________________________________________


Lalaiá lalaiá lalaiá! EÔ EÔ!
Lalaiá lalaiá lalaiá! Eu sou sempre Casperê...
Lalaiá lalaiá! Sempre contigo Casperê...
Laiaiá lalaiá...
Só eu seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!
PORQUE EU NÃO FICO EM CASA!

_______________________________________________


Já é tradiçãããããão... NO JUCA! Bater em Tubarão!
Já é tradição!
Já é tradiçãããããão... Bater em Tubarão!

Ei, Maquêmze, chega aí!
Tapa na cara, chega aí!
Soco na boca, chega aí!
Já é tradiçãããããão... Bater em Tubarão!

_______________________________________________


Me lembro da moça bonita que eu conheci em Guará!
Que dormiu comigo e me dava mil beijos na nuca!
Ela era a mais bela do JUCA, a mais bela da Cásper!
Em Registro procuro por ela! Sem ela a saudade machuca!
A mais bela do JUCA!

_______________________________________________


Comprei um quilo de farinha, pra fazer farofa, pra fazer faroFA-FA!
E Tubarão pra mim é sardinha, a Metô é lá na roça, a Metô é lá na roÇA-ÇA!
E na FAAP só galinha, ECA nem de graça, ECA nem de graÇA-ÇA!
E a BA pequenininha, a PUC é uma bosta, a PUC é uma bosTA-TA!

_______________________________________________


É PAU NA PUC!
PAU NA ECA!
NA FAAP ELAS GOSTAM!
SE NÃO TÁ MAIS AGUENTANDO, PÁRA UM POUQUINHO, A CÁSPER É FODA!
ENTÃO!
CÁÁÁSPER É FODA!
CÁÁÁSPER É FODA!
NOS TUBARÃO DÁ PORRADA DE MONTÃO!

_______________________________________________

domingo, 30 de janeiro de 2011

Essencial

"That certain someone special
who makes this life worth living
I'm glad, you're here, just loving me
So say that you won't leave
Cause since the day you came ... I been glad!"
(I'm glad, Jennifer Lopez)

Sabe, quando a fase não é boa, a gente precisa se apegar às coisas mais legais que temos e construímos.
Essa frase de autoajuda pode ser clichê, mas sei lá, parece até sensata quando realmente se está passando por uma fase difícil.
Depois de um[uns] dia[dias] difícil[difíceis], fiquei acordado num início de madrugada tentando pensar em quando foi que tudo havia mudado. Quando aquela história mágica havia se transformado.
Sabe, no início eu era meio sonhador. Tinha prometido a mim mesmo encontrar alguém que eu nem sabia se poderia encontrar, nem como gostaria que fosse. Ingênuo.
Mas, então, magia, sorte ou destino me colocaram de frente pra ela [- literalmente de frente - em uma mesa de Habib’s].
E a desconfiança de uma sintonia muito forte fez com que eu prestasse atenção no que estava rolando. Me ferrei. Prestei tanta atenção que acabei enfeitiçado pela alegria, pelo senso de humor... pela beleza dela.
E depois de me enfeitiçar, uma série de pensamentos melosos e idiotas começaram a me passar pela cabeça. Uma sequência montada com toda a ingenuidade possível. Era simples, eu “só” pretendia conhecê-la melhor, conquistá-la, entrar em sua vida, mostrar minha vida a ela, começar um relacionamento firme para, quem sabe, ter uma história linda e perfeita. “Só” isso. Fofo, ingênuo e romântico.
Sabe, mas por mais idealizado que fosse, pode acreditar, eu consegui. Todo esse plano idealizado, romântico - impossível e utópico? - foi sendo seguido, passo a passo.
Hoje, 7 meses depois [e 3 meses e meio depois do meu último post, tal como prometido ;)], eu a conheço melhor, a conquistei, entrei em sua vida, ela entrou na minha, temos um relacionamento firme, e até uma história linda! Faltou a perfeição.
Pois é, acho que esse foi o único ponto em que falhei. Exagerei no sonho.
Sabe, não dá pra pedir pra que tudo seja perfeito. Não dá pra pedir pra que não hajam problemas. Não dá pra pedir para que problemas externos ao namoro não interfiram no namoro em si. E, não, não dá pra pedir para que um não fique triste ao ver o outro triste, também.
Sabe, depois de umas horas pensando - e tentando procurar o sono, já que os dias difíceis ainda estão na cabeça - eu notei onde está o erro de tudo. Ficou muito claro o que estava faltando, o ponto que se perdeu no meio de tudo. A explicação da transformação. Um simples detalhe que foi escapando com a convivência: a falsa e traiçoeira ilusão de que aquele namoro era normal.
Não, ele não é normal. A sintonia do começo existe, e embora tenha se tornado comum entre os dois, continua sendo maravilhosa e incomum! O plano mirabolante, ingênuo, romântico e idealizado deu certo. Sim, faz muito tempo. Mas deu certo! A história dos dois é linda. Não, não é perfeita. Mas é linda!
Sabe, depois de tudo o que foi passado para trás, depois de tantas surpresas e momentos marcantes, não dá pra acreditar que uma má fase seja capaz de derrubar os dois da forma como tem derrubado.
E quer saber? Quem precisa de perfeição? No lugar dela, veio algo que não estava previsto no plano. Algo muito maior. Que muita gente fala, mas eu não conseguia acreditar que existia. Algo muito melhor do que perfeição: AMOR.
Portanto, o desgaste dos últimos dias pode ficar para trás. Vai ser só mais uma coisa da qual iremos rir ao lembramos daqui a algum tempo.
Os problemas podem não ficar para trás como o desgaste, mas não vão mais conseguir se sobressair a essa história incomum e maravilhosa.
A falta de concordância do texto é em função do sono, mas o que importa é a essência.
A essência do texto. A minha essência. A sua essência. A nossa essência.
Porque, você sabe, ficarmos juntos já se tornou essencial.
Te amo!

domingo, 17 de outubro de 2010

Plenitude

"Here we go again
She's back in town again
I'll take her back again
One more time
Here we go again
The phone will ring again
I'll be her fool again
One more time"
(Here we go again, Norah Jones)


É engraçado. Quando eu me propus a criar este blog, eu queria tanto um lugar onde eu pudesse escrever minhas bobagens sem me preocupar com nada. Porque tipo, o blog não seria algo informativo, algo que eu ficaria pedindo [o tempo todo] para as pessoas [ainda que as mais importantes] lerem e darem sua opinião. Fiz isso um pouco, uma vez com cada pessoa. Para cada pessoa uma situação.

Acontece que, como pode ser notado, ao longo dos tempos, ou melhor, ao longo do pouco tempo no qual mantive esta página atualizada, aconteceram uma série de confusões e instantes chave na minha vida, os quais me fizeram ver somente um ponto dos meus dias e, consequentemente, escrever somente sobre ele. Sobre ela.

Pois é. Já fazem quase 3 meses que não escrevo. Não só por falta de tempo, embora seja, sim, o principal motivo. Não queria escrever um texto isolado [como este] para depois passar mais dias e dias sem nem ao menos entrar no meu próprio blog para ver se alguém chegou a ler tantas bobagem e trocadilhos bestas.

Mas dessa vez é diferente. E não estou somente falando da situação. É diferente. Hoje fazem 3 meses e meio que ela está na minha vida. Na boa, 3 meses e meio! “Quase quatro”, porque ela gosta de arredondar pra cima. [rs]

É engraçado. Em quase quatro meses muita coisa acontece. Muita mesmo. É legal ver que a cabeça de dois seres humanos [nem tão] diferentes entra em uma sintonia ainda maior do que aquela que fizeram ambos tentarem serfelizes um ao lado do outro. É legal perceber que a vida de um passa a ser a vida do outro, o que remete a ficar preocupado se o outro está triste, é ir atrás da pessoa quando você sabe que ela precisa [ainda que ela evite], é ouvir coisas que não gosta e, por mais que doa, perdoar em questão de segundos só de ver o olho do outro brilhando e dizendo: “Me perdoa. Eu me arrependo muito”.

Arrependimento é um sentimento nobre. Que cativa. Que comove. E muitas vezes ele surge quando não podemos mais mudar certas situações. Se arrepender em tempo de voltar atrás, e criar coragem para voltar atrás é algo que não pode ser ignorado. E se já é difícil voltar atrás, imagina voltar do começo?

É engraçado. Respirar fundo, e dizer para a outra pessoa com a maior certeza do mundo: “Vamos começar do começo?”. Nunca uma redundância fez tanto sentido. Porque hoje, 3 meses e meio depois, todas as voltas e reviravoltas me fazem perceber que era tudo necessário, tudo planejado, tudo calculado para que hoje, 3 dias inteiros perto dela, eu pudesse virar para trás e ver que toda a felicidade de hoje dependeu de tanta confiança, tanto companheirismo, tanta amizade, tanto amor.

Falar sobre amor é clichê. Nunca fui muito fã de falar "amor". Nunca senti algo que me fizesse pensar que eu realmente amava alguém. Mas com ela é diferente. Ela me faz sentir feliz somente com um sorriso. E me faz não me sentir quando algo além disso acontece. Ela me faz sorrir sem nem mesmo estar comigo. Ela me faz pensar na nossa história [linda] ao mesmo tempo em que me faz planejar mais momentos para que nossa história nunca deixe de ser o que, hoje, já é: perfeita.

Por isso, só por isso, por tudo isso, hoje é diferente. Não ligo de passar mais 3 meses sem escrever... Se daqui três meses eu estiver escrevendo sobre ela de novo.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fine


He's never been lonely
She takes his hand and all his troubles step aside
He's never felt like this before,
But he'd like to try

'Let Yourself in', it's all he's thinking about
'Let Yourself in', now he's singing out loud

I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
I fell so alive, singin'
I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
So fine, fine, fine

She lightens up his morning
All of his plans seem so damn easy to decide
It's not about just feeling lonely
It's more, just give it a try

'Let Yourself in', it's all he's thinking about
'Let Yourself in', now he's singing out loud

I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
I fell so alive, singin'
I'm feeling like my life has just begun
And I'm feeling fine
So fine, fine, fine

I can't wait to find my way home
I can't wait to get to start
It will not be done, until it's all begun

6x5

"(...)
- Eu ilumino seus dias.
- Ei! E essa pretensão aí?
- Mas é verdade.
- Tá. Só me explica como cabe tanta pretensão dentro de uma pessoa tão pequena?
- É que meu coração é grande.
- Deve ser bem grande, mesmo.
- É sim, cabe você dentro dele."

domingo, 18 de julho de 2010

InTenso


“I know a girl
She puts the color inside of my world
But she's just like a maze
Where all of the walls all continually change”
(Daughters, John Mayer)


Ela me falou tanto desse texto, me cobrou tanto que, agora, eu estou com medo que soe forçado.
Aliás, nem tenho medo. Acho que ela sabe que não é. E eu sei que ela sabe disso. E ela sabe que eu sei que ela sabe disso, mesmo se confundindo nos saberes de vez em quando. rs
Quando ela apareceu eu já estava bêbado. Ela, então, nem se fala. Veio com um papo do qual eu não queria falar. Uma briga besta, que por mais que pareça que exista, não passa de intriga da oposição [ou não].
O papo fluiu muito fácil, naquela ladeira na qual acabávamos de passar um bom tempo com um baita espírito de integração, tal como qualquer trote.
E sim, eu já sabia de tudo o que se falava dela. Já sabia de tudo o que ela tinha falado. Já sabia de tudo o que foi falado que ela tinha feito. Já sabia de tudo o que ela tinha falado de mim.
Mesmo assim, não liguei. Ela parecia tão alegre, tão feliz, tão inocente naquela conversa que me deixou intrigado em saber um pouco mais sobre ela. Quis descobrir um pouco mais do que se passava na sua vida e porque ela era [e se era] como era.
Então veio o Orkut e o MSN, iniciativas básicas pra quem quer conhecer outra pessoa. E no MSN tudo se desenrolou de uma forma que nenhum dos dois imaginava.
O estilo de vida dela me deixava meio idiota. Meu modo racional de ver tudo se confundia com o “foda-se” que ela deixava transparecer em cada frase. E, na boa, não quis julgar seu modo de agir e pensar, mas acabei julgando e vendo que era muito do que eu mesmo sempre quis fazer e pensar, mas nunca tive coragem.
E então me deixei levar, e prometi a mim mesmo tentar, até o fim, conhecer esse estilo tão romântico e idealizado [sem julgar se é bom ou ruim] que eu estava conhecendo pela primeira vez.
E como parte da promessa, jurei ser sincero ao máximo. Dizer quando discordava, dizer quando concordava [quase nunca], dizer quando estava feliz e, principalmente, dizer quando estava triste.
Sim, pra mim esse foi o essencial. Ela me ouvia e não ficava entediada com meus problemas. E contei os mais sérios que já contei pra alguém. Não os mais sérios que tenho, por falta de coragem que, quem sabe, um dia vou ter. Mas, pra mim, o fato dela me fazer sentir à vontade pra ser triste de vez em quando me deixava muito feliz.
E, mais do que isso, me ajudava. Mais do que pensava ajudar.
Aliás, engraçado que, no começo de tudo, ela achava que quem ajudava era eu. Pobre mente inocente que não via o quando era importante pra essa mente besta.
Trocaram telefones, e por ele ocorriam os desabafos mais instantâneos. E a amizade foi se fechando, se compactando. Foram tomar um sorvete em uma segunda-feira qualquer. Coisa simples, mas que nenhum dos dois se imaginava fazendo á toa, como naquele dia.
E, depois de um tempo, os problemas de cada um já tinham se tornado pequenos. Um já tinha mudado o outro e, desde então, passaram a falar dos problemas que passaram a ter, desde então. Porque tudo o que tinha antes virou passado, virou a base da amizade que nunca imaginariam que teriam, mas, acredito eu, sempre quiseram ter.
Hoje, depois de tanto tempo, ainda que em 6 meses, a incerteza [ciúmes bobo] dela fizeram-na ter a dúvida da força de tal amizade. Porque o tempo dedicado à ela, inevitavelmente, foi divido pelo tempo dedicado a outro tipo de relacionamento que os dois - engraçado - praticamente juntos, começaram a ter.
Ela já havia dito que tinha ciúmes de seus amigos. Tinha medo de perdê-los quando eles se envolvem. E, recentemente, tinha me chamado daquilo que, no começo, era brincadeira. Pois é, era.
Porque, hoje, não duvido, não nego, não me envergonho nem me arrependo de ser seu “Best”.
E espero que, agora, lendo cada uma dessas palavras, mais do que ter certeza da sinceridade delas, quero que ela deixe de bobeira e perceba o espaço que ela já tem, já garantiu, já mereceu, já conquistou.
E que continuo a achando como a menina que vejo, ou melhor, que não consigo ver maldade. Como tantas vezes já lhe disse. Como tantas vezes ainda vou dizer. Como a vi desde o começo. Como a vou ver sempre.

sábado, 17 de julho de 2010

Saturday Part I



“Fly along with me
I can't quite make it alone
Try to make this life my own
I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for a complication
Looking cause I'm tired of trying
Make my way back home when I learn to fly”
(Learn to fly, Foo Fighters)


O ápice da banda foi, com certeza, no aniversário do baterista. Foi tudo planejado. Faríamos uma apresentação única [que, no final, acabou sendo única mesmo, porque só fizemos esta].
Enquanto acertamos [só o horário de] um último ensaio - coincidências à parte - em um sábado, o baterista já tinha acertado de chamar uma equipe de som e alugar amplificadores pra todo mundo. Tudo pra que o “show” fosse perfeito.
Os detalhes da apresentação eram acordados enquanto, no ensaio, todo mundo parecia estar dormindo. Deu tudo errado.
Alugamos o estúdio de gravação do Nicolai [o melhor] por 3 horas. E, é sério, em nenhum dos 180 minutos conseguimos tocar uma música sequer sem erros. Foi uma mistura de nervosismo pré-primeia apresentação, com uma prepotência de quem achava que já estava craque nas músicas que tinham se proposto a tocar.
A ordem das músicas já tinha sido definida dias antes e, inclusive, já tínhamos feito ensaios seguindo a ordem. Mas a idéia de que aquele ensaio era pra valer mexeu com o pessoal.
Faltando meia-hora pra acabar o horário, simplesmente desistimos. Saímos do estúdio sem os instrumentos e sentamos no lado de fora, cabisbaixos, e com um conformismo inaceitável no peito.
Pegamos [compramos] uns amendoins e umas águas e ficamos sentados naquele sábado à noite. A garagem protegia do sereno e do vento e deixou o grupo à vontade pra simplesmente ficar olhando pro céu estrelado e tentando se reanimar.
Sabe-se lá de onde tiramos forças, mas simplesmente deu vontade [quase que em uma epifania do grupo] de alugar o estúdio por mais 1 hora. Fomos, então, até o Nicolai que não negou.
Então alguns voltaram para a garagem, pegar mais um pouco de ânimo antes de voltar enquanto eu e o guitarrista solo voltamos pro estúdio brincar. Ele começava a tocar as músicas e eu acompanhava na bateria, cantando. Foi bem legal.
Dez minutos depois chegou o resto do pessoal e fizemos uma espécie de preleção antes de ensaiar pela última vez:
“Bom, galera. Faltam 35 minutos e nosso playlist é de 9 músicas[das mais loucas e estranhas possíveis - vide final do post]. Vai ter que rolar de uma vez. Tal como se fosse no show. Então vamos fazer o que der e sair daqui, pelo menos, sabendo que fizemos o que podíamos. A gente sabe tocar essas músicas, já tocamos e vamos acertar essas filhas da p... pelo menos dessa vez, firmeza?”
E começou. Um olho nos instrumentos/microfones e outro no relógio. Isso quando o olho não estava fechado, concentrado nas músicas que estávamos tocando.
E a primeira música foi simplesmente perfeita. Sem erro, sem quebra de ritmo, sem desafinação, nada. Terminando a primeira a empolgação tomou conta de todos, mas o baixista já puxou a segunda, lembrando que o tempo era curto. A animação foi ao máximo e a segunda rolou tão perfeita quanto a primeira.
A essa hora já era nítido o sorriso bobo de cada um dos 6 naquele estúdio. E assim se seguiram todas as outras 7... perfeitas! Sem nenhum errinho qualquer. Nada a reclamar.
Estouramos o tempo, sim. Pedimos desculpas ao Nicolai que, vai saber se pela alegria ou por saber que éramos clientes fiéis de seu estúdio, entendeu numa boa.
Só sei que nunca foi tão bom desmontar, guardar e levar tudo de volta. Foi sensacional!
Ríamos demais no caminho para os carros e não parávamos de dizer que se o ensaio foi tão bom, não tinha porque ter medo da apresentação. A confiança tomou conta.
Enquanto cada um ia pro seu canto, eu fui com o guitarrista solo e com o guitarrista base [grave] pra casa do último. Já com a voz meio estourada por 4 horas de ensaio e preocupado com o dia seguinte.
Chegando ao apartamento dele fui acalmado ao ver um spray de própolis com mel e, após espirrar umas 800 vezes o conteúdo do spray, evitei ao máximo falar o que quer que fosse. [Sim, foi difícil, porque eu falo muito pouco, sabe...]
Mas não consegui parar de rir quando, chegando no quarto onde dormiríamos, encontrei uma sacola deixada pra mim.
Minha mãe no papel de produtora, assessora e figurinista do vocalista da SPI simplesmente comprou uma kit completo pra eu usar no dia seguinte. Foi muito engraçado rir com os caras da corujice enquanto tirávamos cada peça da sacola. Tinha tudo. O boné, a camiseta, a bermuda, o tênis... Haha, tudo novinho.
Depois disso fomos pra sala ver um DVD do Pink Floyd, porque depois de todo o stress que rolou no estúdio, nada melhor que viajar com algo bem psicodélico.
Dormimos em seguida e sabe-se lá se foi sonho ou a imaginação que tomou conta da cabeça de cada um naquela noite.
No dia do show estava tudo preparado. Enquanto o pessoal comia churrasco e alguns se arriscavam a jogar bola na garoa, montávamos a aparelhagem em um quiosque pequeno, mas coberto, o que parecia ser fundamental sob o risco iminente de uma tempestade.
Terminado de montar, todo foram curtir enquanto eu fiquei por uma hora só falando “Som, sssssom, testando, tesssstando. Um, UM, um, dois, testando, ssssoom, soom, um, dois, três”.
No começo a vergonha apareceu, mas depois de levar uma bronca do técnico de som eu liguei o foda-se e foi tudo numa boa.
Legal foi quando pediram pro guitarrista solo ir ajustar o som [ele foi o último]. Porque enquanto ele ajustava, me chamaram e pediram pra darmos uma ensaiada rápida, o que ligou a atenção do pessoal que começou a se juntar no quisque.
Logo em seguida os outros caras da banda voltaram e começamos a nos arrumar pro show. Vocalista e baixista na frente, com guitarrista base e guitarrista solo atrás, com o baterista e o guitarrista base [grave] ao fundo. Tudo suficientemente calculado.
E então começou. As músicas foram sendo tocadas, quem sabia começou a cantar junto, quem não sabia olhava feliz pra animação de todo mundo naquele lugar. Os amigos mais próximos gritavam e ao final de cada música aclamavam pela próxima. Aliás, não há nada melhor do que terminar uma música e ouvir os gritos e os aplausos numa melodia uníssona e vibrante. É indescritível.
Ao final do show, os gritos por “Mais um, mais um, mais um” nos deixaram felizes demais e ali soubemos que a apresentação realmente foi a que sempre sonhamos em fazer.
Depois disso não fizemos mais apresentações. Os ensaios mal rolaram e ficou somente a lembrança da época, da banda e do show. Coisas que nunca mais vou conseguir esquecer.

Playlist:

1985 - Bowling for Soup
I’ve got you - McFly
I wish you were here - Incubus
Snow - Red Hot Chilli Peppers
All the small things - Blink 182
A mais pedida - Raimundos (participação especial da Sá - amiga)
Mantém o respeito - D2 (baixista no vocal)
Te ver - Skank (Planta e Raiz)
Natiruts reggea power - Natiruts